Famílias reconhecem corpos de vítimas da queda de ônibus na Avenida Brasil

03/04/2013 19:51

O Dia Online

 

Duas vítimas serão enterradas nesta tarde. Outra, será levada para Nova Friburgo

POR MARCELLO VICTOR

 

Rio -  Familiares das sete vítimas fatais da queda do ônibus da linha 328 (Bananal-Castelo) na Avenida Brasil, na altura de Bonsucesso, na tarde de terça-feira, reconheceram os corpos dos parentes no Instituto Médico Legal (IML) do Rio, em São Cristóvão, na Zona Norte, entre a madrugada e a manhã desta quarta-feira.

Três deles foram liberados pelo IML. O corpo de Marcius Flávio do Nascimento, de 42 anos, foi encaminhado para o Cemitério de São Gonçalo, na Região Metropolitana, e o enterro está marcado para as 16h. Já o comerciante Oséias da Silva Cardoso, de 39 anos, será levado para Nova Friburgo, na Região Serrana, onde ele morava. O corpo de Ângela Maria Reis da Silva, 62, será enterrado às 15h no Cemitério do Catumbi, na Zona Norte.

A enteada do Oséias, Camila Diniz, de 17 anos, afirmou que o corpo já foi liberado, mas a família ainda está cuidando dos procedimentos necessários no cartório. O comerciante foi reconhecido apenas pelas impressões digitais. O IML não permitiu que a família visse o corpo. 

Viviane Diniz, mulher de Oséias, reclamou que a família não foi procurada pelos órgãos públicos para comunicar a morte do comerciante. 

"Tentei ligar para o celular dele desde às 18h de ontem. Eu estava no dentista e comecei a ouvir falar do acidente, mas nem imaginei que ele estivesse no ônibus. Apenas de madrugada, preocupados com a demora dele para chegar em casa,  é que pedi à minha filha para  pesquisar na internet o nome dele e então ficamos sabendo de tudo" disse Viviane.

"Ele vinha 3 vezes por ano ao Hospital do Fundão (Hospital Universitário) para fazer exames. Ele era diabético. Geralmente vinhamos de carro juntos, mas dessa vez ele resolveu vir sozinho de ônibus. No momemto do acidente, ele devia estar voltando do Fundão para a rodoviária", completou ela.

Carpinteiro vítima do acidente acabara de conseguir emprego nas obras da Transcarioca

Uma prima e amigos do carpinteiro cearense Francisco Batista de Souza, de 39 anos, chegaram ao IML pouco depois da meia-noite. Segundo o também carpinteiro Antonio Antunes, de 25 anos, o amigo tinha sido contratado para trabalhar na obra da Transcarioca. Ela tinha saído de casa de manhã, no bairro da Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste, para entregar documentos necessários para a abertura de uma conta-salário na Ilha do Governador.

Devido a uma exigência, Francisco teve que voltar à Jacarepaguá para reconhecer firma em um cartório da região onde morava. No início da tarde ele retornou à Ilha do Governador. Na volta, morreu na queda do coletivo da Transportes Paranapuan.

"É uma pena porque ele era um grande amigo", disse emocionada a prima de Francisco, a autônoma Livaneide Antunes, de 40 anos. Segundo ela, o primo tinha retornado ao Rio para trabalhar, vindo de Juazeiro, no Ceará, há menos de um mês. Lá, ele havia se submetido e se recuperado de duas cirurgias de hérnia. A mulher e o filho de quatro anos moram na cidade cearense.

Acidente com ônibus na Avenida Brasil deixa sete mortos

 

TTTragédia deixou mortos e feridos na via Expressa

Foto: Carlo Wrede / Agencia o DIA

 

No IML, a família foi informada pelo funcionário de uma funerária de que o corpo só poderia ser liberado após a entrega do documento de identidade da vítima, que estava de posse da 21ª DP (Bonsucesso), o que só poderia ocorre após às 10h desta quarta-feira.

Carol Soares, de 18 anos, filha do gerente comercial Luiz Antonio do Amaral, de 41 anos, um dos mortos no acidente, viveu mais um drama familiar. Antes do pai, ela havia perdido o marido em um acidente de carro há um mês. Segundo ela, a família estranhou a falta de contato e a demora da chegada dele em casa, no bairro de Éden, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Ele deixa dois filhos, um de dois e outro de sete anos.

"Era um cara gente fina, pacato, que ia de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Nunca poderia imaginar que ele estivesse naquele ônibus", disse o amigo e comerciante Alexander de Carvalho Lopes, de 40 anos. Segundo parentes e amigos, a família só teve conhecimento de que o corpo de Luiz Antonio estava no IML mais de seis horas depois do acidente, quando a Polícia Civil entrar em contato com a empresa onde a vítima trabalhava.

Parentes de José Adailton de Jesus, de 42 anos, também estiveram no IML durante a madrugada. Uma enteada dele confirmou que o corpo foi reconhecido, mas os familiares não quiseram dar declarações. Na noite de terça-feira, as famílias do Marcius Flávio do Nascimento, de 42 anos; Angela Maria Reis da Silva, 62, e de Luciana Chagas da Silva, 26, também já tinham feito os reconhecimentos no IML.

Entenda o acidente

O ônibus da linha 328 (Bananal-Castelo) saía da Ilha do Governador, na Zona Norte, para o Centro do Rio. Por volta das 16h, o veículo despencou de um viaduto na Avenida Brasil, ainda na altura da Ilha. Sete pessoas morreram no acidente até o momento. Outras 11 vítimas ficaram feridas, quatro delas estão em estado grave.

De acordo com um passageiro que desceu do ônibus pouco antes do acidente, um homem teria pulado a roleta para discutir com o motorista, que seguia em alta velocidade e não teria parado no ponto em que o ele queria descer. Na briga, o motorista pode ter perdido o controle do coletivo e provocado o acidente. O condutor, André Luiz da Silva Oliveira, 32 anos, fraturou uma perna e bateu forte com a cabeça, mas não corre risco de morrer.  

Fonte: https://riodejaneiro.ig.com.br/?url_layer=https://odia.ig.com.br/portal/ig/1.567812

 

 


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